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UE e Estados Unidos contestam eleições na Bielorrússia.

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UE e Estados Unidos contestam eleições na Bielorrússia.

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O presidente bielorrusso Alexander Lukashenko continua na cadeira do poder depois de anunciados os resultados das presidenciais do último domingo que,sem surpresa, lhe atribuiram mais de oitenta por cento dos votos. Lukashenko congratulou-se com o desfecho eleitoral ao anunciar a vitória como um triunfo sobre as pressões do ocidente.

O escrutíno foi condenado por observadores independentes e já suscitou reacções internacionais, nomadamente da União Europeia e dos Estados Unidos. Em Bruxelas, a chefe da diplomacia austríaca, Ursula Planssik afirmou estarem em curso possíveis sanções à Bielorrússia, “nós começámos hoje a discutir a possibilidade de incluir medidas restrictivas contra os responsáveis pelos actos ocorridos durante o processo eleitoral”, comentou a responsável dos negocios estrangeiros da Áustria, país que preside actualmente a UE. Reacção igualmente negativa aos resultados das presidenciais bielorrussas foi a demonstrada pelo departamento de Estado norte-americano. Os Estados Unidos afirmam-se dispostos a colaborar com a União Europeia na adopção de medidas contra o que classificaram como eleição fraudulenta. Sean McCormack, porta-voz do departamento declarou que “os Estados Unidos não aceitam os resultados anunciados pela Comissão Eleitoral bielorrussacomo legítimos”.

As reacções de Washisngton e da UE são uma indicação clara da decisão de continuar a votar a Bielorrússia ao isolamento. No entanto Moscovo, que apoia o regime instalado em Minsk, tem ainda uma palavra a dizer. As diferenças entre a Rússia e o Ocidente quanto ao caso bielorusso poderão vir a lume este ano durante o encontro do G8.