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Decisão da ETA provoca entusiasmo prudente

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Decisão da ETA provoca entusiasmo prudente

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O anúncio de uma trégua ilimitada, feita pela ETA, foi recebida com entusiasmo, mas também com prudência, em toda a Espanha. Cada frase da declaração é agora analisada com todo o cuidado:“A ETA decidiu declarar um cessar fogo permanente, a partir de 24 de Março de 2006. O objectivo é que esta decisão conduza a um processo democrático no País Basco, que construa uma nova plataforma que reconheça os nossos direitos como Povo e que assegure o futuro desenvolvimento de todas as opções e decisões políticas”, disse a porta-voz do movimento separatista.

E foram estas palavras que encheram as primeiras páginas dos jornais bascosdesta quinta-feira. Alguns publicam mesmo a declaração integral da ETA, dirigida, sobretudo, aos governos de Espanha e França. As principais forças políticas bascas foram rápidas a reagir. O Batasuna, considerado o braço político da ETA e ilegalizado pela Audiência Nacional, pela voz do seu dirigente, Pernando Barrena, fala de uma oportunidade: “O Governo socialista e o Governo da UMP devem aproveitar e abrir uma nova oportunidade política. Os dois governos têm a oportunidade de dar a sua contribuição ao novo contexto de soluções democráticas e devem terminar todas as medidas de repressão e de limitação da actrividade política”, disse o responsável pelo Batasuna. O Governo Regional do País Basco também se manifestou favorável ao anúncio da trégua. Juan José Ibarretxe, do Partido Nacionalista Basco, falou igualmente de uma oportunidade, para colocar um ponto final na violência política: “A declaração de trégua permanente foi recebida com alívio e imensa alegria pela sociedade basca. Está aberta uma janela de oportunidade que ninguém deve fechar. Todos nós temos de trabalhar para que se abra definitavemnte a porta do processo de paz, para que finalmente comece o diálogo e termine a violência”, concluiu.