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Argentina lembra 30 anos de ditadura

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Argentina lembra 30 anos de ditadura

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A Argentina assinala hoje, pela primeira vez com um feriado nacional, o 30º aniversário do golpe que permitiu aos militares instalar uma das ditaduras mais sangrentas da América Latina.

Três décadas depois, com alguns dos actores dos “anos de chumbo” presos e um Governo mais próximo das organizações de defesa dos Direitos Humanos, a Argentina está, no entanto, longe de ter sanado as suas feridas.O general Jorge Rafael Videla, o primeiro Presidente da ditadura militar, livre graças às amnistia do antigo presidente Carlos Menem, é uma recordação que demasiado viva. Trinta mil pessoas mortas ou desaparecidas e 500 bébés sequestrados durante a didatura são hoje razão do combate para as mães da Praça de Maio, que hoje se manifestam. A iniciativa do Governo em assinalar o 24 de Março como feriado nacional, o “Dia Nacional da Memória pela Verdade e pela Justiça”, causou polémica mas passou no Congresso e transformou-se em lei na semana passada. O presidente Nestor Kirchner recebeu também as organizações de Direitos Humanos na sede do Governo, a Casa Rosada em Buenos Aires, onde estas nunca tinham entrado desde que a Democracia foi reposta em 1983.