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Cimeira estabelce objectivos para a política energética comum - agora faltam as acções

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Cimeira estabelce objectivos para a política energética comum - agora faltam as acções

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Foi uma Cimeira morna, a desta Primavera. Fazendo tábua rasa das polémicas do último mês, os Vinte e Cinco chegaram a acordo sobre o desenvolvimento de uma política comum de energia. Os Estados membros terão a liberdade de escolher o ‘mix’ energético que queiram – com ou sem nuclear, desde que, até 2015, 15% das energias sejam renováveis. Mas, acima de tudo, é preciso poupar. O chanceler austríaco, Wolfgang Schüssel garante que, “o mais importante é a economia de energia.” E acrescenta: “Se conseguirmos, em 15 anos, reduzir o consumo em 20%, esta terá sido uma decisão muito importante.”

Silvio Berlusconi decidiu não inflamar a polémica sobre as fusões nacionais e o proteccionismo económico e não fez mais acusações à França, embora o espectro do caso Enel/Suez/Gaz de France ou E.ON/Endesa tenha pairado sobre as discussões. Tony Blair diz que esse tipo de questão já não se coloca, do outro lado do Canal da Mancha. “A electricidade, aqui, no número 10 da Downing Street, é fornecida por uma companhia francesa; a água, por uma alemã; e o gás, por quatro companhias à escolha, três das quais não são britânicas. Não me parece que isso seja um problema. Já estamos num mercado liberalizado, não consideramos, no Reino Unido, que haja algum problema. Quanto mais aberto o mercado é, melhor é para os consumidores da Europa”, sentenciou o primeiro-ministro britânico.

A questão energética insere-se num objectivo mais lato da União: o crescimento económico. Os Vinte e Cinco estabeleceram metas concretas: seis milhões de novos empregos entre 2005 e 2007; criação de uma empresa em sete dias, ou seis meses para que os jovens saídos da universidade encontrem emprego. Quanto à directiva sobre a liberalização dos serviços, a Comissão deve apresentar uma nova proposta, já no início do próximo mês.