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Ucrânia: Divisões no "poder laranja" favorecem candidato pró-russo

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Ucrânia: Divisões no "poder laranja" favorecem candidato pró-russo

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O último dia de campanha eleitoral na Ucrânia, foi marcado pela mesma interrogação das últimas semanas quanto ao futuro político dos mentores da revolução laranja.

A divisão que atinge os antigos revolucionários liderados pelo presidente Viktor Yuchtchenko ameaça beneficiar o homem que afastaram do poder há 15 meses: Viktor Yanukovich. A formação pró-russa que lidera, o Partido das Regiões é dada como favorita para o sufrágio de domingo, com 30% de intenções de voto. Mas a sua ascenção ao governo dependerá de uma coligação com um dos partidos rivais. O poder laranja fracturado em duas formações, Nossa Ucrânia e Bloco de Iulia Timoshenko, que juntas arrecadam uma maioria de votos, exclui para já uma coligação única ou com Yanukovich. Este é o cenário de impasse que vai marcar as eleições legislativas, uma prova de que o país volta a ser o palco da tensão entre os países ocidentais e Moscovo. Washington reafirmou ontem apoiar “uma Ucrânia livre e amiga”. Num gesto altamente simbólico George Bush ordenou o levantamento das restrições às importações do país, datadas dos tempos da guerra fria. Vista de Moscovo, a Ucrânia é um país tampão. Os seus 47.8 milhões de habitantes estão divididos em duas regiões: o Leste pró-russo e apoiante do partido das regiões de Yanukovich e o oeste mais nacionalista e pró-europeupartidário dos políticos laranjas. Mas a crise do gás de Janeiro último mostrou a que ponto a Ucrânia dependende de Mosocovo, sobretudo ao nível energético. A GAZPROM, monopólio do estado russo cortou um quarto do fornecimento de gás à Ucrânia, depois de Kiev se ter recusado a pagar quatro vezes mais do que o preço que pagava até 2004.