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UE e EUA aprvam sanções contra dirigentes bielorrussos

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UE e EUA aprvam sanções contra dirigentes bielorrussos

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A União Europeia e os Estados Unidos aprovaram sanções contra as autoridades bielorrussas. A decisão foi tomada depois das detenções feitas na Praça de Outubro e no exterior de um estabelecimento prisional, em Minsk, onde centenas de pessoas se manifestavam contra o presidente Alexandre Lukachenko. A maioria dos manifestantes era da familia dos detidos e foi levada pelas autoridades. De acordo com informações do líder da oposição, Alexandre Milinkevitch, os menores de idade foram libertados já esta manhã.

A polícia desta vez não se escondeu das câmaras e a União Europeia, que, junto com os Estados Unidos, acredita ter havido fraude eleitoral no domingo, tomou a decisão que já vinha sendo cozinhada há alguns dias. Ursula Plassnik, ministra dos Negócios Estrangeiros da Áustria, que assume a presidência dos Vinte e Cinco, considera que num continente de sociedades abertas e democráticas, a Bielorrússia é uma triste excepção. O Conselho Europeu decidiu tomar medidas restritivas contra os responsáveis pela violação dos padrões eleitorais internacionais, incluindo o presidente Lukachenko. Ainda não se sabe ao certo quais serão as sanções, mas podem passar pela interdição de vistos de entrada a entidades oficiais ou o congelamento de bens de dirigentes bielorrussos. Ontem à noite, o líder da oposição garantia que tinham sido detidas, pelo menos, duzentas pessoas. Mas, já hoje de manhã, Alexandre Milinkevicth garantiu que o número total de pessoas detidas é agora de quinhentas. A manifestação prevista para sábado vai manter-se. Esta manhã, houve novos protestos em Minsk. Os familiares das pessoas detidas tentaram impedir que fossem transferidos para outro local, que não sabem ainda qual é.