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Crise social agrava-se em França

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Crise social agrava-se em França

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O braço-de-ferro entre o governo e os opositores ao contrato primeiro emprego, o CPE, endurece. O encontro com as cinco confederações sindicais foi um fracasso e os representantes dos estudantes recusaram hoje encontrar-se, por seu turno, com Dominique de Villepin. O primeiro-ministro reuniu-se, ontem, em Paris com as principais confederações sindicais mas o encontro que durou menos de uma hora, ficou marcado por uma radicalização de posições.

De Villepin recusa a revogar a medida, convidando no entanto os sindicatos ao diálogo, “para encontrar soluções construtivas e responder às inquietações dos jovens”.Do lado dos sindicatos a desilusão levou ao reforço do apelo aos franceses para que manifestam terça-feira, uma covocação de greve geral onde os principais organismos de contestação avançam unidos.

Para o governo o CPE permitirá combater o desemprego entre os mais jovens mas os sindicatos estimam que a medida aumenta a precaridade laboral. Ao final de duas semanas de manifestações e bloqueios de centenas de estabelecimentos de ensino De Villepin parece longe de dominar a crise.