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Governo pronto a fazer concessões para salvar CPE


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Governo pronto a fazer concessões para salvar CPE

Ao final de três semanas de protestos contra o Contrato Primeiro Emprego (CPE), o diálogo entre o governo e os sindicatos franceses tem cada vez menos interlocutores. Esta manhã o primeiro-ministro Dominique de Villepin reuniu-se com uma delegação de representantes estudantis reduzida a dois sindicatos minoritários, um dos quais defensor do CPE. Villepin tem apostado na abertura ao diálogo para vencer a crise social, mas enquanto os sindicatos pedem a revogação do CPE, o chefe de governo fala apenas de concessões.

Para o executivo o CPE, um contrato sem termo destinado aos jovens com menos de 26 anos, trunfo da política laboral do governo, é um instrumento eficaz no combate ao desemprego juvenil. Para as organizações sindicais, o CPE aumenta a precaridade do trabalho juvenil, uma vez que o contrato é temporário durante dois anos, podendo ser rescindido sem justificação pelo empregador. À saída da reunião desta manhã, Villepin reafirmou que está pronto a abrir a discussão sobre dois pontos do CPE, “ estou pronto a criar um período de avaliação de 6 meses para que cada jovem possa avaliar a sua experiência de forma a melhorar o projecto. Para além disso proponho uma formação de 3 meses em caso de rescisão do contrato para melhorar as competências e evitar que o jovem trabalhador fique no desemprego”. Nada de novo para os sindicatos estudantis maioritários, concentrados no exterior do Palácio Matignon, que decidiram boicotar a reunião. Se ontem os cinco principais sindicatos de trabalhadores acusavam Villepin de tentar ganhar tempo, hoje os estudantes criticavam a inflexibilidade do governo. Bruno Juillard, líder da União dos Estudantes de França, considera,“uma provocação a teimosia do primeiro-ministro”. “Cada dia que passa há mais provocações que atiçam os estudantes que tornam o governo responsável pelas derivas registadas nas manifestações”. Face às manifestações previstas para terça-feira, a única reacção do governo vem do Ministério do Interior, que afirmou que não tolerará novos distúrbios paralelos aos protestos, embora reconheça a dificuldade em distinguir agitadores de manifestantes.
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