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Inflexibilidade de Villepin sobre o CPE leva estudantes a boicotar negociações

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Inflexibilidade de Villepin sobre o CPE leva estudantes a boicotar negociações

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O primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, está mais isolado que nunca na defesa do Contrato Primeiro Emprego (CPE).

A três dias de uma nova jornada de protesto, só dois sindicatos minoritários de estudantes compareceram à reunião desta manhã, boicotada pelos principais sindicatos. Os estudantes anti-CPE consideram que a inflexibilidade do governo o afasta cada vez mais da sociedade, ontem à saída de uma reunião com Villepin as cinco principais confederações sindicais francesas tinham acusado o primeiro-ministro de tentar ganhar tempo. O movimento de contestação à medida laboral dura há já 3 semanas. Mais de metade das universidades encontram-se bloqueadas assim como 600 liceus em todo o país. Inflexível a nível negocial, o governo espera ainda poder sair da crise sem desnaturar o CPE, um contrato sem termo apontado como uma medida eficaz no combate ao desemprego dos jovens. Os sindicatos apontam no entanto o período de dois anos em que o contrato é provisório, para criticar a medida como um instrumento suplementar de precaridade laboral. Face às manifestações previstas para terça-feira, a única reacção do governo vem do Ministério do Interior, que afirmou não tolerará novos distúrbios paralelos aos protestos, embora reconheça a dificuldade em distinguir agitadores de manifestantes.