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Oposição a Lukachenko resiste à pressão da polícia

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Oposição a Lukachenko resiste à pressão da polícia

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Os manifestantes da Praça de Outubro, em Minks, tentam resisitr à força da polícia que impede a concentração dos que querem contestar os resultados das eleições presidenciais de domingo passado. O líder da oposição, que denuncia um escrutínio fraudulento, afirmou que “há um mês seria incapaz de pensar que um protesto destes pudesse durar vários dias nesta praça. Aqui estamos num pequeno território de liberdade e vamos continuar” avisou Alexander Milinkevich. Bruxelas decidiu sancionar as autoridades de Minsk e alargou a lista de personalidades a quem não será concedido um visto, na calha está também a possibilidade de sanções comerciais.

O governo bielorusso reagiu e condenou a decisão da União Europeia e dos Estados Unidos que criticaram duramente a operação da polícia contra os manifestantes. Em defesa do poder bielorruso, Moscovo denuncia “o papel de pirómanos” desempenhado pelos observadores da OSCE que põem em causa a legitimidade dos resultados eleitorais favoráveis à continuação do presidente Alexander Lukachenko. No poder há 12 anos, o presidente bielorrusso deu ordem a que todas as contestações ao regime fossem esmagadas. Centenas de manifestantes foram presos e a imprensa silenciada. Vinte e dois jornalistas independentes estão detidos desde a reeleição, domingo, do presidente da Bielorrússia, 13 dos quais continuam na cadeia. A vaga de repressão intensificou-se nas últimas 24 horas para impedir a manifestação convocada pela oposição para este sábado.