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Revolta da oposição bielorrussa ludibria barreiras policiais em Minsk

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Revolta da oposição bielorrussa ludibria barreiras policiais em Minsk

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O centro de Minsk é desde o final da manhã palco de um braço-de-ferro entre pelo menos cinco mil manifestantes e um milhar de polícias das forças especiais bielorrussas.

Desde o meio-dia local, menos duas horas em Lisboa, que a polícia tenta evitar que a multidão se manifeste na Praça de Outubro, tendo bloqueado os manifestantes nas ruas anexas à praça. Ao mesmo tempo dois mil manifestantes concentraram-se em torno do líder da oposição Alexandre Milinkevitch, noutra zona da cidade, o parque Ianka Koupala. Num discurso frente aos seus apoiantes, Milinkevitch, propôs-se a defender a “libertação da Bielorrússia”, anunciando a criação de um “Movimento popular de libertação da Bielorrússia”. Milinkievich exige uma segunda volta eleitoral, depois de no passado dia 19 o presidente Alexandre Lukashenko ter obtido o seu terceiro mandato com 82% dos votos, num sufrágio marcado por diversas irregularidades. Sob os slogans de “liberdade”, “vergonha”, ou “o fascimo não passará”, os manifestantes mostram uma grande mobilidade, comunicando por mensagens SMS de forma a conseguir ludibriar as diversas barreiras policiais montadas na cidade. Oficialmente a concentração marcada para hoje às 12 horas locais, menos duas horas em Lisboa, tinha como objectivo comemorar a fugaz independência do país em 1918, antes da ocupação soviética. Ao final de uma semana de protestos que conseguiram romper a lei do silêncio na Bielorrússia, o movimento de oposição continua a fazer frente à repressão do regime. Na sexta-feira a polícia evacuou a Praça de Outubro, detendo 328 opositores e vários jornalistas. O regime Lukashenko acusa Bruxelas e Washington de apoiarem uma revolução pacífica no país. Ontem a União Europeia exigiu a libertação de todos os opositores detidos ameaçando aplicar sanções ao regime bielorrusso.