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Bruxelas exige libertação de 900 opositores bielorrussos

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Bruxelas exige libertação de 900 opositores bielorrussos

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A pressão sobre o regime bielorrusso passou das ruas aos corredores da diplomacia. A União Europeia exigiu do presidente Lukachenko que liberte imediatamente os cerca de 900 manifestantes da oposição detidos nos últimos dias, nomeadamente Alexandre Kozuline. O líder do partido Gramada, considerado o “homem de Moscovo na oposição” foi detido ontem pela polícia quando se tentava manifestar frente à prisão onde se encontram detidos centenas de opositores.

As autoridades bielorrussas acusam-no de “hooliganismo” e de tentativa de invasão da prisão. Um assessor do líder da oposição Alexandre Milinkevitch assim como vários jornalistas foram igualmente detidos e mais tarde libertados. Ontem as forças especiais reprimiram com violência os cerca de dois milhares de manifestantes que acompanhavam Kozuline, ferindo dezenas de pessoas. Mais de doze mil manifestantes regressaram ontem às ruas de Minsk para gritar slogans contra a reeleição de Alexandre Lukashenko no sufrágio de 19 de Março, considerado fraudulento pelos observadores internacionais. À porta de uma prisão de Minsk, a familiar de um activista mostra-se inquieta, “esta manhã telefonaram-me para dizer que podia trazer comida ao meu irmão e agora dizem-me que não, que não podem aceitar nada”. Outro familiar, condena abertamente a detenção dos manifestantes, “isto é ditadura”, afirma. O líder da oposição Alexandre Milinkevitch, convocou uma nova manifestação para o dia 26 de Abril, o aniversário da explosão da central nuclear de Tchernobyl, que afectou seriamente o país. Para Milienkevitch as manifestações desta semana “mudaram a Bielorrússia” e “cabe agora à comunidade internacional dar eco ao protesto das ruas”, um protesto para já silenciado por detrás dos muros das prisões do regime.