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Recta final na campanha eleitoral israelita

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Recta final na campanha eleitoral israelita

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Na última reunião do actual executivo israelita, o primeiro-ministro interino, Ehud Olmert apelou à participação maciça nas legislativas de terça-feira. Recordou também Ariel Sharon, em coma desde o início do ano. O Kadima, partido centrista fundado pelo antigo chefe de governo e com Olmert como líder “substituto”, é o vencedor anunciado com um programa que dá primazia à redefinição unilateral das fronteiras israelitas, até 2010.

Com Benjamin Netanyahu como cabeça de lista, o Likud é o principal partido da direita, bastante afectado pela saída de Sharon e, consequentemente, de várias outras figuras de relevo, absorvidas pelo Kadima. No último dia de campanha, o Likud vira-se para os eleitores indecisos. Os trabalhistas tem conquistado alguma popularidade nos últimos dias. O partido liderado por Amir Peretz aposta numa agenda social, com prioridade para a recuperação económica e o reatar das negociações com os palestinianos para conquistar votos no centro-esquerda. No terreno, a polícia prepara já um impressionante dispositivo de segurança para o escrutínio de terça-feira. Israel estará em alerta máximo, por receio de atentados. No total, 22 mil polícias, juntamente com voluntários da guarda civil, estarão dispostos em redor das cerca de 10 mil assembleias de voto. O encerramento dos territórios palestinianos, em vigor desde o dia 11, foi prolongado até ao fim do mês.