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Liberais ucranianos tentam salvar revolução laranja

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Liberais ucranianos tentam salvar revolução laranja

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Apesar da vitória do sector pró-russo, o governo da Ucrânia deverá ser formado pelos partidos pró-ocidente. Iulia Timoshenko, líder da segunda formação mais votada nas eleições de Domingo, está já em campo para chamar ao governo o partido “A nossa Ucrânia” de Viktor Iushenko, mantendo Kiev longe da esfera de influência de Moscovo.

Em troca, Iulia Timoshenko reclama o cargo de primeiro-ministro, do qual foi afastada em Setembro pelo presidente Viktor Iushenko.Os 23 por cento de votos da sua formação permitem, assim, manter o poder nas mãos dos líderes da “Revolução Laranja” que retirou a Ucrânia da órbita de Moscovo, fazendo uma viragem ao ocidente. Relegado para terceira posição, devido aos maus resultados económicos do País, Viktor Iushenko vê-se agora obrigado a fazer as pazes com Timoshenko depois de a ter demitido na sequência de fortes discordâncias entre ambos. Vencedor das eleições, o Partido das Regiões, pró-russo, não consegue assim a maioria necessária no Parlamento para colocar de novo na chefia de governo o antigo primeiro-ministro Victor Ianoukovitch. Atenta às eleições ucranianas, a União Europeia já elogiou a forma como o escrutínio decorreu, apelando ao novo governo que se mantenha no caminho das reformas democráticas iniciadas com a “Revolução Laranja”.