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Lukashenko adia tomada de posse enquanto oposição promete não baixar os braços

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Lukashenko adia tomada de posse enquanto oposição promete não baixar os braços

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A investidura do presidente bielorrusso Alexander Lukashenko, reconduzido no cargo para um terceiro mandato, foi esta terça-feira adiada.

Os motivos que levaram ao adiamento da cerimónia, prevista para a próxima quinta-feira, não foram revelados, mas à decisão não deverão ser alheias as críticas ao escrutínio, considerado fraudulento pela oposição e pela comunidade internacional. As supostas ingerências do Ocidente nos assuntos internos da Bielorrússia têm sido denunciadas pelos apoiantes de Lukashenko, que pelo segundo dia consecutivo protestaram junto de uma embaixada ocidental, desta vez, diante da representação diplomática da Polónia, acusada pelo regime de Minsk de apoiar a oposição. Entretanto, cerca de uma centena e meia de manifestantes, na maioria jovens, foram condenados em processos sumários a penas até quinze dias de prisão por terem marcado presença em protestos ilegais. No sábado passado, a polícia bielorrussa dispersou uma manifestação que mobilizou dez mil opositores do presidente Lukashenko. Alexander Kozulin, o número dois da oposição, actualmente detido a nordeste de Minsk, mas cujo paradeiro foi mantido secreto durante alguns dias, incorre numa pena até dez anos de prisão por perturbação da ordem pública. Apesar da repressão, os opositores de Lukashenko prometem continuar a contestar o sufrágio presidencial e pretendem reforçar os protestos.