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Milhões de pessoas nas ruas contra o CPE em dia de greves generalizadas

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Milhões de pessoas nas ruas contra o CPE em dia de greves generalizadas

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Em dia de greve interprofissional em França foram convocadas 135 manifestações para protestar contra o Contrato Primeiro Emprego.

Em Paris, os sindicatos afirmam que a marcha terá reunido setecentas mil pessoas, enquanto em todo o país a mobilização poderá ter chegado aos dois milhões de manifestantes. Com a contestação nas ruas há sete semanas, Dominique de Villepin revelou-se disponível para negociar com sindicatos e representantes académicos. No entanto, a oferta foi declinada uma vez que o primeiro-ministro rejeita ceder à primeira exigência dos parceiros sociais para dialogar, como explica Julie Coudry, da Confederação dos Estudantes: “Hoje, a mensagem que queremos passar é que não queremos o CPE e a ‘proposta de diálogo’, entre aspas, do primeiro-ministro. Vamos falar na condição de todos aceitarem o CPE. Estas condições são inaceitáveis. É preciso levar em conta a opinião pública, os sindicatos, os manifestantes. É um meio de expressão democrática e deve ser levado em conta por aqueles que governam o país.” Essa é a opinião defendida pela generalidade dos manifestantes, como demonstra uma outra estudante inquirida durante a manifestação de Paris:“O sr. Villepin está aberto ao diálogo, mas no fim de contas, não nos ouve verdadeiramente, porque somos obrigados a protestar sem interrupção.” Solicitado pela oposição socialista, o Conselho Constitucional deverá emitir um parecer sobre o CPE na quinta-feira. Hoje, Nicolas Sarkozy defendeu uma suspensão da medida enquanto se aguarda esse resultado e até se reatar o diálogo, posição que recolheu o apoio da maioria parlamentar. Em alguns dos anteriores protestos, grupos de desordeiros confrontaram-se com as forças de segurança. Por isso, em Paris, quatro mil polícias estão em alerta para evitar excessos após a manifestação.