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Parceiros sociais e oposição à espera de intervenção de Chirac sobre CPE

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Parceiros sociais e oposição à espera de intervenção de Chirac sobre CPE

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Após sete semanas de protestos contra o Contrato Primeiro Emprego, a França prossegue no impasse.

O braço de ferro entre governo e representantes sindicais e académicos está para durar, com nenhuma das partes a ceder. Amanhã é esperado o parecer do Conselho Constitucional, solicitado pela oposição de esquerda a pronunciar-se sobre o CPE. A posição do chefe de Estado tem sido também reclamada nos últimos dias, mas Jacques Chirac só deverá falar sobre o assunto depois de ser conhecida a decisão do Conselho Constitucional. Dominique de Villepin permanece numa posição delicada, uma vez que os sindicatos rejeitam o diálogo sem a retirada do CPE da lei sobre igualdade de oportunidades. A teimosia com que tem conduzido a questão poderá influir nas aspirações presidenciais do primeiro-ministro. De igual modo, Nicolas Sarkozy, também eventual candidato ao Eliseu, tem apelado à prudência, defendendo mesmo uma suspensão do CPE enquanto durar a negociação com os parceiros sociais. Depois da mobilização de ontem, com quase três milhões de manifestantes em todo o país, as centrais sindicais convocaram uma nova jornada de protesto para o dia 4 de Abril. A esmagadora maioria das universidades francesas está bloqueada e os alunos têm mostrado nas ruas o repúdio ao CPE. No final dos protestos, grupos de desordeiros envolvem-se invariavelmente em confrontos com a polícia.