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CPE: Chirac entre a espada e a parede

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CPE: Chirac entre a espada e a parede

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A “batata quente” do Contracto Primeiro Emprego (CPE) está agora nas mãos de Jacques Chirac. O presidente francês tem uma escolha difícil pela frente: ou promulga a lei, incendiando ainda mais os ânimos de estudante e sindicatos, ou reenvia o texto para o Parlamento e arrisca-se a perder o primeiro-ministro Dominique de Villepin, que já ameaçou demitir-se.

O Conselho Constitucional validou, sem reservas, o CPE, esta quinta-feira. Chirac dirige-se à nação hoje à noite, quando forem 19 horas em Lisboa. Para o Partido Socialista se, como parece, o presidente vai promulgar a lei “isso quer dizer que escolhe o braço de ferro com o país” e que decidiu “impor uma lei que é fortemente contestada”. Depois de uma das maiores mobilizações dos últimos 20 anos, com entre 1 e 3 milhões de pessoas, segundo as fontes, a protestarem contra o CPE, na terça-feira. Estudantes e sindicatos convocaram novas greves e manifestações para a próxima terça-feira, dia 4 de Abril. Quase duas dezenas de universidades continuam sem aulas e mais de meia centena sofre perturbações. No ensino secundário 176 escolas estão bloqueadas e mais de 550 tem problemas em funcionar. Os protestos continuaram nas ruas esta quinta-feira, com os estudantes a cortarem estradas e vias férreas em várias cidades, provocando muitos engarrafamentos e atrasos nos comboios.