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Execução cirúrgica de militante palestiniano origina crise interna

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Execução cirúrgica de militante palestiniano origina crise interna

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A explosão de um carro armadilhado em Gaza custou a vida a um alto dirigente dos CRP, os Comités de Resistência Popular, e abriu caminho a uma crise interna palestiniana.

Abu Yussef al-Quqa foi o visado no ataque desta manhã, ocorrido junto a uma mesquita. Inicialmente atribuído ao exército israelita, o atentado originou um tiroteio entre militantes dos CRP e as forças de segurança palestinianas, que causou dois mortos e vinte feridos. Os extremistas acusam a polícia de ter colaborado com Israel nesta execução cirúrgica e prometem vingança, enquanto a imprensa hebraica não descarta também um possível envolvimento do Shin Bet, o serviço de segurança interna israelita. No rescaldo do tiroteio, Abu Abir, porta-voz dos Comités de Resistência Popular, declarou “guerra aberta a Israel e aos antigos responsáveis da segurança palestiniana. Mohammed Dahlan, que partiu para o Egipto com Samir al-Mashrawi, estava a par desta operação.” Esta nova escalada de violência, caracterizada também por diversas operações de represália do Tsahal, surge um dia depois de um bombista-suicida ter morto quatro israelitas nas imediações de um colonato na Cisjordânia. Um atentado que originou o primeiro braço-de-ferro político após a tomada de posse do novo governo palestiniano. À condenação expressa pelo presidente Mahmud Abbas, o executivo do Ismail Hanyieh respondeu, considerando o ataque um gesto de resistência contra os crimes israelitas.