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Sindicatos e oposição decepcionados com declaração do presidente francês

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Sindicatos e oposição decepcionados com declaração do presidente francês

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O apelo ao diálogo social sobre o CPE lançado pelo presidente gaulês de nada vale junto dos sindicatos e da oposição. O presidente do sindicato de Estudantes, Bruno Juillard, afirma que “a estratégia do presidente é a do tudo ou nada, a do passa ou parte. Ele assume riscos consideráveis porque as tensões sociais são muito fortes. O desespero dos jovens, dos trabalhadores, dos pais é algo forte e agora ele atiçou o fogo”. A declaração foi criticada também pela oposição.

O secretário-geral do PS considera que, “para resolver a situação, Jacques Chirac devia ter sido claro e não foi”. Segundo François Hollande, “só havia uma decisão a tomar: não promulgar o documento e retirar a lei, o artigo 8 sobre o Contrato Primeiro Emprego. Em vez disso, promulgou a lei, o CPE, e anunciou que vai discutir com os parceiros sociais – que, de resto, não o desejam actualmente – sobre o CPE e evoca outras propostas para a lei”. O líder socialista termina afirmando que Chirac complicou o que devia ter simplificado. Se dissesse não ao CPE, como é exigido nas ruas há dois meses, o presidente Chirac arriscava-se a perder o seu primeiro-ministro. Dominique de Villepin é um eventual candidato presidencial e o rival, Nicolas Sarkozy, tenta agora tirar dividendos políticos. O actual ministro do Interior e líder do UMP afirmou que há semanas que apelava “a um compromisso e o presidente da República correspondeu a esse desejo ao dirigir-se solenemente à nação e ao pedir que a disposição da lei consagrada ao CPE não seja aplicada, enquanto se aguarda um novo texto legislativo que o altere”. Para Sarkozy trata-se de uma decisão sensata. A França essa não diz o mesmo.