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Schroeder no centro de escândalo por garantia a empréstimo do actual patrão

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Schroeder no centro de escândalo por garantia a empréstimo do actual patrão

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Tempestade política na Alemanha. O ex-chanceler Gerhard Schroeder está no centro da polémica. Dias antes de deixar o poder, o seu governo autorizou que o Estado alemão servisse de fiador a um empréstimo de mil milhões de euros da empresa russa Gazprom, junto de bancos alemães.

A Gazprom é o seu novo patrão. O ex-chanceler nega estar envolvido e de ter tido conhecimento da decisão em Outubro do ano passado. Agora garante que a Gazprom não aceitou nem aceita o empréstimo e “se não há empréstimo não há garantia”, defende. Gerhard Schroeder deixou a chancelaria em Novembro e no passado dia 30 de Março tomou posse como presidente do Conselho de vigilância do consórcio russo-alemão que vai construir o gasoduto da Europa do Norte. O crédito serviria para a Gazprom, o gigante russo do gás e maior accionista do consórcio, financiar a construção de parte dos 1200 quilómetros do gasoduto que vai ligar o porto russo de Viborg, perto de São Petersburgo, e o alemão Greifswald, através do Mar Báltico. A autorização foi confirmada pelo ministério alemão da Economia e chocou a classe política do país, que pede a demissão de Schroeder depois de o ter criticado por aceitar um posto num projecto que autorizou quando era chefe de governo.