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Combate ao CPE volta às ruas de França

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Combate ao CPE volta às ruas de França

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A França vive hoje mais um dia de protesto contra o Contrato Primeiro Emprego que se traduz em manifestações e greve geral, a quinta no espaço de um mês. Apesar de 6 em cada 10 franceses apoiarem a luta, a adesão à greve tem diminuído, com excepção nos caminhos-de-ferro.

No entanto, as acções de protesto permanecem vivas. Em Marselha, as ruas encheram-se de opositores ao CPE e em Paris a polícia está preparada para o pior. A controversa reforma do código do trabalho já foi publicada no jornal oficial da república, mas o governo instou as empresas a não aplicar a lei até que as emendas pedidas pelo presidente Jacques Chirac sejam realizadas. As negociações com os parceiros sociais serão conduzidas pelos líderes do grupo parlamentar maioritário na Assembleia Nacional, a UMP. O processo será fiscalizado pelo presidente do partido, Nicolas Sarcozy, ministro do Interior e adversário político de Dominique de Villepin. Villepin, o primeiro-ministro, que está com a popularidade seriamente afectada, aguarda pela conclusão do processo de reforma, em aberto há quase quatro meses. Os estudantes e os sindicatos do comércio afirmam que apenas negoceiam com o governo quando o CPE for revogado.