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Mobilização contra o CPE regressa às ruas de França

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Mobilização contra o CPE regressa às ruas de França

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Sindicatos e estudantes voltam hoje a medir forças com o governo francês para pedir a revogação do Contrato Primeiro Emprego(CPE).

Quatro dias depois do presidente Jacques Chirac ter promulgado a lei que institui a medida laboral, transportes, bancos e escolas cumprem uma nova jornada de greve, a quinta desde o início do movimento social em Fevereiro. Há uma semana 3 milhões de pessoas desceram às ruas de França para pedir a revogação da medida, um número que os sindicatos esperam superar durante a mobilização de hoje. Do lado do governo, reunido ontem para discutir as modificações ao CPE, a resolução da questão passou das mãos do primeiro-ministro Dominique de Villepin às do seu rival, o ministro do Interior Nicolas Sarkhozy. O também líder do partido governamental, é agora o responsável por aplicar as modificações ao CPE exigidas por Jacques Chirac, nomeadamente a redução do período de experiência a um ano e a obrigatoriedade de uma justificação em caso de ruptura do contrato durante esse período. Para Bruno Juillard, responsável do principal sindicato de estudantes em França, a condição para uma negociação com o governo é a mesma de sempre: a revogação do CPE. Mas depois de dois meses de bloqueios de dezenas de universidades e centenas de liceus em França, o movimento estudantil encontra-se cada vez mais dividido. Ontem em Lyon, no sudeste de França, centenas de estudantes retiraram as barricadas à porta de uma universidade, para exigir a reabertura do estabelecimento.