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O futuro do governo israelita deve passar por uma coligação de centro-esquerda

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O futuro do governo israelita deve passar por uma coligação de centro-esquerda

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O primeiro-ministro interino Ehud Olmert admitiu que vai procurar o Partido Trabalhista de Amir Peretz para criar uma coligação no governo assim que o presidente Moshe Katsav o encarregar de formar governo. O líder trabalhista Amir Peretz poderá mesmo ocupar um cargo ministerial de relevo, como o da Defesa ou das Finanças.

O Partido mais votado, Kadima, obteve apenas 29 deputados num hemiciclo de 120 assentos. Os trabalhistras conseguiram 19. A contabilidade obriga o Kadima a buscar outros parceiros para prefazer os 60 mandatos mínimos para a maioria. Os restantes pequenos partidos, fazedores de reis, poderão ser o Partido dos Reformados, com sete deputados, o Yisrael Beiteinu, com 11, o ultra-ortodoxo Shas, com doze ou o partido da Tora unificada, com seis mandatos. O fundador do Kadima, primeiro-ministro, Ariel Sharon, está em estado de coma no hospital Hadassa de Jerusalém. A intervenção cirúrgica a que tinha de ser submetido foi adiada devido a uma infecção nas vias respiratória. Os médicos querem restituir uma secção do crâneo a Sharon. Há três meses que o chefe do executivo israelita, de 78 anos, está internado, depois de vários acidentes vasculares cerebrais que o terão afastado de vez da vida política.