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CPE: Manifestações reforçam poder negocial dos sindicatos

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CPE: Manifestações reforçam poder negocial dos sindicatos

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Sindicatos e deputados franceses retomam esta tarde as negociações para chegar a um acordo em torno do Contrato Primeiro Emprego(CPE). Como há uma semana, a mobilização popular de ontem contra a medida laboral voltou a juntar entre um milhão e três milhões de manifestantes em mais de uma centena e meia de cidades francesas. No entanto, foram em menor número os que aderiram à greve convocada pelos sindicatos.

Em Paris, grupos de agitadores voltaram a marcar as marchas de protesto, provocando distúrbios depois da dispersão das manifestações. Mais de trezentas pessoas foram detidas e há registar dezenas de feridos. O sucesso da quinta jornada de mobilização contra o CPE em dois meses de tensão social, é visto antes de mais como um voto de desagravo à tentativa do presidente francês de acalmar a situação. Na sexta-feira, Jacques Chirac tinha promulgado a lei que institui o CPE, encarregando os deputados do partido governamental UMP de apresentar uma nova proposta que tenha em conta as reivindicações dos sindicatos. A resolução do conflito passa agora para as mãos de Nicolas Sarkozy, líder do partido governamental UMP e ministro do Interior, que ontem se deslocou ao centro de Paris para saudar a acção da polícia. Nas ruas como nas negociações, Sarkozy apresenta-se como o último recurso do governo, num momento em que as sondagens mais recentes mostram que um em cada dois franceses é a favor da demissão do primeiro-ministro. Independentemente do interlocutor negocial, os sindicatos voltaram ontem a recitar as palavras de ordem dos manifestantes para lembrar, ao governo e partido da maioria, que o sucesso das conversações de hoje depende da vontade do executivo em revogar o CPE.