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Demissão de Shinawatra abre caminho a problema constitucional.

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Demissão de Shinawatra abre caminho a problema constitucional.

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O primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra prometeu demitir-se depois de várias semanas de protestos e de eleições legislativas marcadas pelo boicote dos partidos da oposição. A chefia interina do governo deverá ser assegurada pelo vice-primeiro-ministro Chidchai Vanasatudya.

Mas a resolução da crise, que já durava há cerca de dois meses, fez emergir uma outra, a constitucional. Face ao boicote eleitoral, o parlamento ficou com 39 assentos vazios. Para um novo primeiro-ministro tomar posse é necessário que a Assembleia Nacional esteja completa. Para complicar ainda mais a situação, Thaksin Shinawatra prometeu demitir-se do cargo quando o novo parlamento se reunir pela primeira vez, mas ninguém sabe ainda quando isso vai ocorrer. Apesar dos problemas que advêm da renúncia do cargo por parte do contestado primeiro-ministro, a oposição política está satisfeita. Chamlong Srimuang é líder do partido Aliança Popular para a Democracia. “Neste momento devemos estar satisfeitos mesmo se não é bem isto que nós pretendemos – reformas políticas e uma genuína independência das instituições governamentais. Mas para já estamos contentes e vamos para casa”, anunciou Srimuang. E, de facto, os manifestantes que se instalaram em frente aos gabinetes oficiais do primeiro-ministro começaram a desmobilizar, mas ameaçam regressar se a promessa de Shinawatra não for cumprida.