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Berlusconi diz-se alvo de conspiração de magistrados

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Berlusconi diz-se alvo de conspiração de magistrados

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O primeiro-ministro italiano queima os últimos cartuchos na campanha eleitoral para as legislativas, marcada por sucessivas surpresas. Berlusconi convocou os jornalistas ao palácio do governo não para uma conferência de imprensa, mas para proferir um ataque directo contra os magistrados e apresentar-se como mártir da Democracia no país.

O primeiro-ministro afirmou que os magistrados de Milão estão motivados politicamente contra ele, tentam, por sistema, afundar as suas ambições políticas ao levantarem processos contra ele antes da eleição. Esses magistrados “são empregados do Estado, com salários pagos pelos cidadãos, organisam-se numa conspiração contra o primeiro-ministro. É uma infâmia”. As atitudes de Berlusconi, candidato à sua própria sucessão, são vistas como claros sinais de nervosismo numa campanha marcada por pouco tacto político no que toca a acusações e uso de uma linguagem ordinária. Romano Prodi, rival de Berlusconi e líder do centro-esquerda, optou por uma postura mais discreta, lutando por sair da agenda de campanha marcada, claramente, pelo primeiro-ministro. Piero Fassino, líder do maior partido da aliança de Prodi, o Partido Democrático de Esquerda, comenta o comportamento do primeiro-ministro considerando-o normal para quem percebe que está a perder e quer impedir a derrota. “Não querer ser derrotado é humano, querer conquistar votos é legítimo, mas atropelar as regras, o bom gosto ou o estilo, aos gritos e de uma forma incorrecta não é uma boa coisa.” Dias 9 e 10, os eleitores italianos vão às urnas escolher entre a direita de Berlusconi ou a esquerda de Prodi.