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Sindicatos gauleses permanecem irredutíveis

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Sindicatos gauleses permanecem irredutíveis

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Em França busca-se uma saída para a crise originada pelo Contrato Primeiro Emprego (CPE). Os sindicatos de trabalhadores foram os primeiros a ser recebidos por parlamentares, senadores e ministros da maioria. Uma representação que, segundo os sindicalistas, reflecte as divisões do campo presidencial.

Bernard Thibault, da CGT, explica que a situação actual “exige uma resposta imediata e que a única solução possível”, como disse aos seus interlocutores, “é a revogação da lei que instaura o CPE. Qualquer outra medida terá como consequência a continuação dos protestos.” O dossiê CPE foi entregue ao ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, que dirige o partido da maioria, a UMP, e alimenta ambições presidenciais. Para a oposição, o primeiro-ministro foi desautorizado. Mas Dominique de Villepin replicou na Assembleia Nacional que será ele, e não outro qualquer, “a tirar as conclusões necessárias nos próximos dias.” Apesar do início das conversações, as manifestações prosseguiram esta quarta-feira. Muitos estudantes voltaram a cortar estradas e a lavrar a sua oposição a um texto que soa a toque de finados das ambições presidenciais do chefe do executivo.