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Investidura de Lukashenko marcada por desafios à comunidade internacional

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Investidura de Lukashenko marcada por desafios à comunidade internacional

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Numa cerimónia digna da era soviética, Alexander Lukashenko tomou hoje posse como presidente da Bielorrússia, assumindo uma clara atitude de desafio face aos detractores internos e à comunidade internacional.

Porém, a ausência de chefes de Estado estrangeiros em Minsk reflecte bem o isolamento em que o país está mergulhado. Inicialmente prevista para o dia 31 de Março, a investidura foi adiada por mais de uma semana sem qualquer justificação. Após 12 anos no poder, o presidente bielorrusso foi no passado dia 19 de Março reeleito para um terceiro mandato, num escrutínio marcado por um clima de irregularidade e intimidação. Às denúncias da oposição e críticas dos observadores internacionais, seguiu-se um período de forte contestação interna ao presidente, que teve por palco a Praça de Outubro, o local onde, enquanto Comandante Supremo das Forças Armadas, Lukashenko assistiu logo após a investidura a um desfile militar. Na ocasião, o chefe de Estado não poupou críticas aos detractores: “Criámos este país em conjunto, todos os cidadãos da Bielorrússia ajudados pelos nossos amigos, e mantivemos o rumo, apesar das duras e sórdidas pressões do interior, bem como do exterior da nação.” Lukashenko frisou ainda que a Bielorrússia está imunizada contra as revoluções e aconselhou os políticos estrangeiros a ocuparem-se dos próprios países. A oposição, que tinha convocado um pequeno e simbólico protesto no local, foi impedida pelas fortes medidas de segurança que rodearam a cerimónia.