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Itália em dia de reflexão após campanha virulenta

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Itália em dia de reflexão após campanha virulenta

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Em jornada de reflexão, a Itália prepara o escrutínio de amanhã e segunda-feira. As urnas vão funcionar no domingo das oito às 22 horas locais e no dia seguinte entre as sete e as 15 horas.

Num país em que é proibida a divulgação de sondagens nas duas semanas que antecedem o sufrágio, os últimos estudos de opinião conhecidos davam uma ligeira vantagem ao centro-esquerda. Por isso, no encerramento da campanha ontem em Nápoles, Silvio Berlusconi, acompanhado dos parceiros na coligação Casa das Liberdades, utilizou um argumento que tem vindo a repetir e alertou para os perigos de fazer chegar ao poder algumas das formações presentes na União de centro-esquerda. Já Romano Prodi, que deu por terminada a campanha em Roma, voltou a prometer reconstruir Itália, numa tentativa de beneficiar com a exasperação dos italianos pelas promessas não cumpridas por Berlusconi. Porém, numa campanha que ficou marcada pela virulência e pelos excessos verbais, os eleitores até ficaram aliviados pelo retorno à normalidade que esta jornada de reflexão permite. Em Roma, as opiniões em relação ao panorama político transalpino após a campanha eram, sobretudo, negativas. “Foi péssima, muito desagradável. Penso que as duas partes falharam na comunicação”, diz Aldo, o primeiro inquirido. “Fazer subir o tom da campanha com as diferentes posições não é vantajoso para nenhuma das partes. E depois os eleitores é que ficam mal, porque que não conseguem compreender nada”, acrescenta Giorgio Ammanniti. “Pareceu-me bastante divertida a forma como a campanha foi gerida”, conclui Stefania, outra romana entrevistada.