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Aumenta o suspense sobre as eleições italianas. Hoje e amanhã, mais de 47 milhões de cidadãos são chamados a ir às urnas.

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Aumenta o suspense sobre as eleições italianas. Hoje e amanhã, mais de 47 milhões de cidadãos são chamados a ir às urnas.

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Tal como manda a lei, não foram publicadas sondagens nas últimas duas semanas. Há 15 dias, a Forza Italia de Silvio Berlusconi perdia o sufrágio para a aliança de Romano Prodi, com uma diferença de 3% a 5%. Nesta campanha eleitoral prevaleceu a estratégia do “vale tudo”: Berluconi chamou imbecil, em calão italiano, a Prodi; Prodi chamou “bêbado” ao primeiro-ministro e Berlusconi a disse que “os comunistas chineses comem crianças ao pequeno almoço e quem não quiser ser comparado com Mao Tse-Tung tem de votar na aliança de centro-direita”.

Já Prodi, se ganhar as eleições, terá de decidir quais as regras de coabitação a seguir pois consegue ter na mesma aliança comunistas e católicos, que se juntaram a Prodi na lógica do “todos contra Berlusconi”. O antigo presidente da Comissão Europeia prometeu “renovar o orgulho dos italianos, depois de cinco anos de tristezas”. São as regiões do sul do país que poderão tirar o tapete a Berlusconi. Nápoles pode ser um exemplo, é a zona que tem os maiores problemas: pobreza, desemprego, crime organizado, falta de investimento estrangeiro. Mas as opiniões dividem-se. Um partidário de Berlusoni diz que “é melhor votar num empresário do que em gente que nunca trabalhou”. Para outros os políticos são todos a mesma coisa, um napolitano considera que “é uma vergonha que os políticos não queiram ver a degradação do sul de Itália”. Os jovens, também com problemas em conseguir uma vida melhor, querem que as coisas mudem. Um estudante em Nápoles diz que vai às urnas pois “é preciso gente a votar para se verem livres deste governo que está a arruinar o país”. Mas nada está definido. Um quarto dos italianos estavam indecisos há 15 dias. Resta saber se, com tanta agitação de campanha, os eleitores, em vez de irem às urnas, não vão aproveitar para passar un dias mais calmos.