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Depois dos insultos lugar à resposta dos eleitores

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Depois dos insultos lugar à resposta dos eleitores

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Após meses de promessas e insultos, a Itália pronuncia-se, mas a resposta só será conhecida amanhã à tarde.

Silvio Berlusconi votou este domingo em Milão, junto com a mãe Rosa. O líder da Forza Italia e da coligação Casa das Liberdades tentou nas últimas semanas inverter a tendência das sondagens com promessas de novos cortes nos impostos. Ao mesmo tempo chamava a atenção com insultos aos rivais. Berlusconi transformou as legislativas num referendo. Questionado sobre o programa deste domingo, o presidente do Conselho falou de um mero almoço com a mãe de noventa e cinco anos. Il Cavaliere foi recebido na assembleia de voto por apoiantes da Forza Italia e acabou por protagonizar um pequeno incidente: indicou o seu partido à mãe e foi logo repreendido por um membro da esquerda. Romano Prodi esse votou em Bolonha na companhia da mulher Flavia. O antigo presidente da Comissão Europeia e líder da coligação União, tenta evitar mais cinco anos de poder da direita. Aproveita, para isso, a desilusão dos italianos em relação à situação económica e às promessas do governo que ficaram por cumprir. Num comentário sobre o escrutínio, Prodi disse esperar eleições serenas e calmas, falando de um dia importante porque Itália é um país importante. O ex-primiero-ministro, que esteve no poder entre 1996 e 1998, está confiante. É uma Itália dividida entre esquerda e direita e duas visões do país que se enfrentam este domingo e segunda-feira. A decisão cabe aos cerca de 50 milhões de italianos com direito de voto. A meio do dia, a taxa de participação era de quase 18 por cento. Abaixo dos números de 2001, mas nesse ano o escrutínio realizavam-se num único dia.