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Israel corta laços com administração palestiniana e aumenta represálias

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Israel corta laços com administração palestiniana e aumenta represálias

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Israel tem vindo a aumentar o tom das retaliações contra os militantes palestinianos responsáveis pelo lançamento de roquetes contra o Estado hebraico.Nos últimos dias, na Faixa de Gaza, ataques cirúrgicos do Tsahal já mataram pelo menos 15 militantes e feriram dezenas de civis e polícias palestinianos.A braços com este recrudescimento da violência e com a pressão internacional para reconhecer o Estado hebraico, o governo de Ismail Hanyieh reuniu hoje de emergência.

O executivo do Hamas viu a Comissão Europeia suspender os apoios financeiros, com excepção do auxílio humanitário.Algo que os chefes da diplomacia dos Vinte e Cinco deverão ratificar amanhã no Luxemburgo.Entretanto, o governo de Israel, que voltou hoje a reunir-se pela primeira vez desde as eleições, anunciou que vai aumentar os esforços para isolar o executivo do Hamas e cortar todos os laços com a nova administração palestiniana. Antes da reunião, o ministro dos Transportes Meir Sheetrit justificava a decisão e afirmava que “Israel tem o direito de defender a segurança do seu povo e retaliar. É isso que está a fazer. E a pressão vai aumentar, caso os palestinianos continuem a disparar mísseis sobre os cidadãos de Israel.” Entretanto, em Telavive, os representantes do Kadima do primeiro-ministro interino Ehud Olmert encetaram discussões com eventuais parceiros de coligação. As primeiras negociações foram com os Trabalhistas, mas estão previstos encontros com todas as forças políticas com assento parlamentar. Isto porque o Kadima anunciou não rejeitar alianças com nenhum partido que aceite as linhas programáticas que definiu.