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Peru elege presidente e deputados, 16 milhões são obrigados a votar

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Peru elege presidente e deputados, 16 milhões são obrigados a votar

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Os peruanos votam este domingo para eleger um presidente, num escrutínio em que também são escolhidos os representantes parlamentares da nação andina. O voto é obrigatório para os cidadãos entre os 18 e os 70 anos e a infracção à lei custa o equivalente a 33 euros. Algo que deverá convencer os mais de 16 milhões de eleitores, tendo em conta que metade da população peruana vive abaixo do limiar da pobreza.

O Peru é uma das nações mais pobres da América Latina e a eleição de Alejandro Toledo, há cinco anos, não inverteu a situação, apesar de ter deixado o país com níveis de crescimento anual superiores a 6%.Ao longo da semana, o escrutínio tem vindo a ser preparado, para que todas as localidades possam participar. De canoa ou de avião, os boletins de voto foram distribuídos pelas regiões mais remotas do país. Mais de 160 mil militares e polícias estão destacados para garantir a segurança do sufrágio. Entretanto, dos vinte candidatos, apenas três poderão aspirar ao poder. E, de acordo com as últimas sondagens, parece verificar-se um empate técnico, pelo que o desfecho desta jornada eleitoral é incerto. O militar na reserva Ollanta Humala é o candidato com melhores hipóteses de passar à segunda volta, devido ao discurso populista e de nacionalização da economia. Logo atrás, aparece a conservadora Lourdes Flores, que conta com o apoio do sector económico. Virtualmente empatado com Flores está o social-democrata Alan Garcia, antigo presidente no final dos anos oitenta, que volta à ribalta política depois de um mandato minado pela corrupção.