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Primeira volta das presidenciais mais renhidas do Perú

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Primeira volta das presidenciais mais renhidas do Perú

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Dia eleitoral também no Perú. Mais de 16 milhões de peruanos elegem este domingo o presidente, renovam o Congresso e os representantes no Parlamento Andino. Estas são as presidenciais mais renhidas da história do Perú. O favorito é Ollanta Humala. O militar diz-se defensor dos mais pobres num país onde mais de metade da população vive com cerca de um dólar por dia. Admirador de Hugo Chavez, Humala inquieta Washington e investidores com as suas promessas.

Entre os restantes 19 candidatos, apenas dois lhe podem fazer frente. Uma é Lourdes Flores. Mas a advogada conservadora perdeu popularidade nos últimos dias de campanha e, antes da abertura das urnas, encontrava-se empatada nas sondagens com o ex-presidente social-democrata, Alan Garcia. Segundo as sondagens, nenhum dos 20 candidatos conseguirá obter os 50% dos votos e ganhar à primeira volta. A segunda deverá ter lugar em finais de Maio ou início de Junho. O voto no Perú é obrigatório e os abstencionistas sujeitam-se a uma multa de 40 dólares. Mesmo assim, o actual presidente, Alejandro Toledo, apelou ao voto em alguém de confiança. Nas ruas estão cem mil polícias e outros tantos militares, sobretudo, em zonas do interior onde operam os guerrilheiros do Sendero Luminoso e os narcotraficantes. Cinemas e igrejas estão fechados. A venda de álcool é proibida.