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Sondagens à boca das urnas sugerem reeleição dos socialistas

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Sondagens à boca das urnas sugerem reeleição dos socialistas

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A Hungria foi também hoje às urnas, na primeira fase das eleições parlamentares.

Dezasseis anos depois da queda do comunismo, o Estado magiar escolhia entre a recondução do governo socialista no poder ou a viragem à direita. Fazendo fé nas sondagens à boca das urnas, o actual primeiro-ministro Ferenc Gyurcsany foi reeleito, uma vez que a coligação socialista-liberal obteve mais votos do que a oposição de direita. No cargo desde 2002, o líder socialista prometeu dinamizar a economia do país, através do reforço do investimento e das exportações. Quanto aos conservadores, dados nas sondagens como muito próximos dos socialistas, terão perdido o escrutínio por curta margem, apesar de terem sido a formação política mais votada. De resto, o líder da oposição de direita Viktor Orban, que chefiou o governo entre 1998 e 2002, jogou o tudo por tudo neste sufrágio, cuja segunda fase decorre a 23 de Abril.É que, em caso de derrota, Orban anunciou que iria abandonar a presidência do partido Fidesz, que ocupa há 18 anos. Apesar de pertencer à União Europeia desde 2004, os assuntos europeus não foram o tema central da campanha húngara.As questões económicas, como a melhoria do nível de vida, o emprego e a justiça social preencheram o discurso dos líderes partidários.Porém, independentemente do vencedor, uma questão prioritária será o saneamento das contas públicas, uma vez que, para entrar no Euro em 2010 como Budapeste pretende, o défice terá de ser reduzido para metade do actual valor.