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Conselho da Europa pede o fim do serviço militar obrigatório

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Conselho da Europa pede o fim do serviço militar obrigatório

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O exército russo está na mira do Conselho da Europa. Esta instituição de defesa da democracia quer ver garantida a protecção real e efectiva dos direitos humanos dos militares. Em causa, os abusos durante a recruta, humilhantes e violentos, que põem mesmo em causa a integridade física dos jovens soldados.

Para além de pedir o fim das praxes durante a recruta, o conselho quer também que os militares possam formar sindicatos e tenham um mediador que proteja os seus direitos e, sobretudo, pede o fim do serviço militar obrigatório. Alguns países já passaram para a profissionalização, como Portugal, outros estão em vias de fazê-lo.

O presidente da delegação russa no Conselho da Europa, Konstantin Kosachev, explica que “a existência de um exército russo formado com base no recrutamento obrigatório está ultrapassada. Este exército é ineficaz e consome demasiados meios. Daí”, diz, “a existência de um projecto de reforma, do Ministério da Defesa e apoiado pela maioria do Parlamento, que visa profissionalizar o exército a partir de 2008 e reduzir a duração do serviço militar até um ano.”

Além da Rússia, o Conselho aponta também o dedo à França e à Grã-Bretanha, pelos abusos cometidos. A instituição refere igualmente a desigualdade de tratamento entre militares homens ou mulheres.

No relatório, os parlamentares pedem ainda que seja reconhecido a todos os cidadãos o direito de se tornarem-se objectores de consciência – a qualquer momento.