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Pressão contestatária começa a vazar

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Pressão contestatária começa a vazar

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Os estudantes franceses continuam a marchar mas a mobilização está a murchar. Um dia depois do governo ter retirado o Contrato Primeiro Emprego (CPE) alguns milhares saíram às ruas do país para manter a pressão até que o parlamento revogue o dispositivo legal. Em Paris os participantes eram pouco mais de 2.000.

Entre eles, operários e políticos da extrema-esquerda, como Arlette Laguiller, eterna candidata às presidenciais: “Este é um primeiro recuo do governo mas resta ainda o Contrato Novo Emprego (CNE) que é o irmão gémeo do CPE. E tudo aquilo que, na lei sobre Igualdade de Oportunidades, é um ataque ao Código do Trabalho: trabalho de noite aos 15 anos, aprendizagem aos 14 anos ou a ameaça que pesa sobre o abono de família. Pretendemos que tudo isto seja suprimido.” Contrariamente ao CPE, o CNE dirige-se a todos os trabalhadores mas destina-se apenas às empresas com menos de 20 pessoas. De resto, o princípio é o mesmo, um empregador pode colocar um termo ao vínculo laboral, sem justificação, durante os primeiros dois anos de contrato.