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Berlusconi recusa vitória de Prodi

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Berlusconi recusa vitória de Prodi

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Em Itália, o momento é de tensão política face à recusa de Silvio Berlusconi em aceitar a vitória da União dirigida por Romano Prodi. Mesmo depois do Ministério do Interior ter confirmado a maioria da coligação de centro-esquerda em ambas as câmaras do Parlamento, o actual chefe do governo recusa-se a admitir a derrota e fala de irregularidades na contagem dos votos, exigindo a verificação de milhares de boletins.

Apesar de recusar o título de “vencido”, Berlusconi aproveitou para lançar a proposta de um governo de unidade nacional, à semelhança do executivo alemão: “Se não queremos realmente um país dividido, com um Parlamento onde existe uma maioria e uma oposição que se bloqueiam mutuamente, se queremos um país unido,penso que deveríamos observar o exemplo de outro país europeu… Talvez um país importante como a Alemanha, para ver se não se justificará unir forças e governar em harmonia.” Esta possibilidade foi no entanto rejeitada taxativamente por Romano Prodi. Por outro lado, a hipótese de uma “grande-coligação” também não entusiasma os aliados de Berlusconi. Prodi lembra que a sua coligação reúne as condições necessárias para governar sozinha: “Apresentámo-nos às eleições com uma coligação concreta e, de acordo com a lei eleitoral, conseguimos um número de representantes na câmara alta e baixa do Parlamento que nos permite governar. Governaremos deste modo, como estabelece a lei e respeitando a vontade dos nossos cidadãos.” Certo é que Prodi não terá um governo fácil, pois a pequena vantagem obtida nas eleições, e particularmente no Senado, dificultará a condução de um país que saiu dividido quase pela metade das urnas.