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Itália/Governo: exemplo alemão de grande coligação não serve

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Itália/Governo: exemplo alemão de grande coligação não serve

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Romano Prodi anunciou negociações para escolher um novo presidente da República que vai dar à sua coligação o mandato para governar. O líder da União, de centro-esquerda, devolveu ao remetente a ideia de uma grande coligação, vinda do seu arqui-rival Silvio Berlusconi, o candidato do centro—direita.

Mas a vitória de Prodi nas eleições foi demasiado curta – no caso do Senado foi de apenas dois assentos a mais. No entanto os Democratas de Esquerda, de Piero Fassino, o mais forte partido da coligação União, não temem essa maioria, querem mesmo demonstrar que se pode governar. Berlusconi contesta parcialmente os resultados, mas apela a um executivo da concórdia. Já se ofereceu para parceiro de uma grande coligação, como na Alemanha, alegando que a Itália está dividida. “Um parlamento sem uma maioria e uma oposição barricada dá uma imagem de desunião no exterior”, justifica. O Senado italiano e a Câmara dos Deputados vão nomear, nos dias 12 e 13, o novo presidente da República, sucessor de Ciampi, o que quer dizer que um novo governo em Itália poderá existir a partir do dia 18.