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Petróleo em escalada inquietante

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Petróleo em escalada inquietante

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O preço do petróleo está de novo muito próximo dos 70 dólares por barril e enquanto a procura continuar a este ritmo os preço continuará a subir. Alguns analistas afirmam que ultrapassará os 80 dólares, outros mais alarmistas apostam que chegará aos 100 dólares por barril. A Agência Internacional de Energia pediu a OPEP que aumente os níveis de produção.

Na base desta escalada do ouro negro estão factores políticos; a baixa na produção de alguns países devido a variadas condicionantes; a especulação na bolsa e uma procura constante de mercados emergentes como a China ou a India.

Exemplos: A tensão entre o Irão e a comunidade internacional; o Iraque produz ao seu mais baixo nível desde o início da guerra; a violência na Nigéria obriga à produção de menos um terço do que o normal. Um ciclo próximo do que o mundo conheceu noutras épocas:

Na reconstrução do pós-guerra, em 1948, o barril custava a enormidade de 15 dólares e 69 cêntimos; durante o embargo da Arábia Saudita, em 1974, chegou quase aos 45 dólares; durante a guerra entre o Irão e o Iraque, nos anos oitenta, atingiu o valor mais alto de sempre, 82 dólares. E durante a invasão do Kwait pelo Iraque chegou aos 34 dólares. Agora, atinge os 70 dólares.

Para os analistas como Ira Eckstein todas as condições estão reunidas para que o preço continue a subir, a menos que a economia dê sinais de abrandamento: “Continuamos com preços muito elevados e, no ano passado, a grande subida não afectou as economias mundiais que continuam numa forte procura. O único factor que poderia fazer acalmar o mercado seria o abrandamento económico do qual não há sinais”.

Antes pelo contrário, a economia mundial vem mostrando sinais de retoma e a dependência do petróleo faz prever que os consumidores vão abrir mais os cordões à bolsa.