Última hora

Última hora

Confusão no Chade

Em leitura:

Confusão no Chade

Tamanho do texto Aa Aa

Os rebeldes entraram na capital do Chade. Às primeiras horas do dia ouviam-se tiros de armas pesadas nos arredores de N’Djamena. Contudo o presidente afirmou durante a manhã que as suas forças controlavam a situação na cidade.

Os combates verificaram-se também no leste do país. Adré, junto à fronteira com o Sudão, estava igualmente sob fogo rebelde. O porta-voz dos guerrilheiros, em França, afirmou ontem à noite que mais de 80 por cento do país escapava já ao controlo das forças presidenciais. O regime de Idriss Deby enfrenta múltiplas fracturas há vários meses. Tanto internas como externas. Politicamente o presidente Deby encontra-se bastante fragilizado e em princípio dentro de três semanas iriam realizar-se eleições para a chefia do Estado. Um escrutínio esperado e desejado pela França que dispõe de bases militares e de 1.200 soldados no país. A rebelião, da qual Ali Kedealaye é um dos rostos, é discretamente apoiada pela Líbia e pelo Sudão. Contudo a guerrilha está longe de ser uma frente unida. Existem vários movimentos e o número dos seus efectivos é desconhecido. Os principais são a “Frente Unida para a Mudança”, de etnia Tama e apoiada por Cartum, e a “Base para a Mudança, a Unidade Nacional e a Democracia”, constituída por antigos membros do clã do presidente.