Última hora

Última hora

"Levantamento da Páscoa" recordado pela primeira vez em 40 anos

Em leitura:

"Levantamento da Páscoa" recordado pela primeira vez em 40 anos

Tamanho do texto Aa Aa

Dublin recordou com pompa a insurreição de 1916 que abriu as portas para a independência da Irlanda em 1922. É a primeira vez desde 1970 que a efeméride ganha um carácter oficial. Nos últimos 36 anos esteve associada ao Sinn Fein, braço político do IRA.

Várias cerimónias por toda Dublin recordaram os mortos, os caídos em combate com as forças da Grã-Bretanha. O primeiro-ministro Bertie Ahern e a presidente Mary McAleese presidiram às homenagens. Umas 100 mil pessoas saíram à rua para assistir à parada militar. Ahern apelou à reconciliação e à renovação das relações entre os irlandeses, um dia para comemorar o patriotismo. O apelo chega numa altura em que o processo de paz no Ulster volta a estar em foco. Um dos locais emblemáticos da sublevação foi os Correios centrais de Dublin, quartel-general dos que se opunham aos colonos britânicos. A rebelião de 1916 foi repreendida com sucesso por Londres, mas a semente estava lançada. Para trás nesta rebelião ficou a Irlanda do Norte, que não conseguiu livrar-se de Londres. A celebração deste dia foi abandonada nos anos 70 devido ao regresso da violência na Irlanda do Norte, entre os católicos favoráveis a uma Irlanda unificada e os protestantes unionistas, a favor da manutenção do status quo com a Grã-Bretanha.