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Calma não esconde tensão no Chade

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Calma não esconde tensão no Chade

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O Chade vive uma calma tensa desde a ofensiva rebelde da última semana. O regime aproveitou estes dias para acusar o Sudão de apoiar a oposição armada e de aproveitar o conflito do Darfur para destabilizar a região.

No país encontram-se 1.350 soldados franceses que tentam avaliar a situação. “Estamos a tomar a temperatura. Se há problemas as pessoas não saiem de casa. O facto de se verem pessoas nas ruas é um sinal de que as coisas vão bem”, diz um militar gaulês. O assalto à capital, Djamena, na passada quinta-feira, deixou marcas. O presidente Idriss Deby rompeu com o Sudão e acusou o seu homólogo de genocídio no Darfur. Por isso pediu a intervenção da comunidade internacional na região e ameaçou expulsar os cerca de 200.000 refugiados que o Chade alberga. É que, aponta o regime de Djamena, os rebeldes recrutam alguns dos seus membros nos campos de deslocados, à força ou a troco de dinheiro. Uma situação que foi confirmada pelo alto-comissariado da ONU para os refugiados.