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Geórgia e Rússia não se entendem sobre vinho e água

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Geórgia e Rússia não se entendem sobre vinho e água

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Depois do vinho é vez da água estar no centro do conflito entre a Rússia e a Geórgia, o que leva a comunidade georgiana a viver na Lituânia a manifestar-se frente à embaixada russa. Moscovo contesta a qualidade da água mineral georgiana Borjumi, considerando que os valores químicos não correspondem às informações do rótulo.

A água de Borjumi encontra-se entre as mais populares da Rússia e a venda poderá vir a ser proibida. Uma interdição imposta há dias visa o vinho e digestivos da Geórgia e da Moldávia. Moscovo fala de elevados índices de pesticidas. As autoridades georgianas e moldavas denunciam uma campanha política. Um produtor de vinho reconhece que todos sabem que “tal como o vinho francês ou italiano há também vinho georgiano falsificado mas é agora usado pelos políticos para afectar as exportações para a Rússia e atingir a economia georgiana”. Em Janeiro houve a crise da energia. O bloqueio do vinho e da água chega depois da Geórgia e da Moldávia, ex-repúblicas soviéticas, se terem oposto à adesão da Rússia à Organização Mundial do Comércio. Moldávia e Geórgia procuram mercados alternativos ao russo. Tbilissi exporta 90% da produção vitivinícola para Moscovo. Um produto de renome e responsável por 11% das exportações georgianas, num total de 90 milhões de dólares, só no ano passado.