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Violência sectária em Alexandria opõe coptas a muçulmanos

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Violência sectária em Alexandria opõe coptas a muçulmanos

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A violência sectária dos últimos dias mantém as ruas da cidade egípcia de Alexandria sob tensão, com a comunidade copta a acusar as autoridades de fecharem os olhos a esta nova onda de ataques contra cristãos.

Na sexta-feira, três ataques quase simultâneos com arma branca em igrejas da cidade fizeram um morto e mais de uma dezena de feridos. Na versão oficial, contestada pela comunidade copta, a polícia aponta um único responsável pelas acções: um muçulmano com perturbações mentais, que irá permanecer em prisão preventiva. Após o funeral da vítima das agressões anti-coptas, os confrontos entre cristãos egípcios e muçulmanos ocorridos no sábado resultaram também numa vítima mortal. Este domingo, prosseguiram os protestos em Alexandria, no Norte do Egipto, e, apesar dos apelos à calma dos líderes religiosos das duas comunidades, registaram-se novas manifestações de violência interconfessional. A polícia, que teve de recorrer a gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, procedeu a 55 detenções. Estes são os mais graves casos de violência anti-copta no Egipto desde que, em Outubro do ano passado, a comunidade islâmica protestou contra uma peça de teatro da Igreja que considerava ofensiva. Na altura, confrontos entre muçulmanos e a polícia causaram três mortos.