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Israel enterra as últimas vítimas do terrorismo

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Israel enterra as últimas vítimas do terrorismo

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Realizaram-se hoje, em clima de grande emoção, os funerais das vítimas do atentado palestiniano de segunda-feira, em Telavive. David Shaulov tinha 29 anos e a sua mulher, grávida de nove meses, recebeu a notícia da sua morte quando entrava no hospital pensando que tinha chegado o momento de dar à luz.

No local onde ocorreu a explosão, junto de uma casa de sandwiches no centro da cidade, muitas pessoas colocaram velas e flores em homenagem às vítimas – nove mortos e 60 feridos. Os representantes da União Europeia deslocaram-se também ao local da tragédia e deixaram uma coroa de flores. O chefe da delegação da Comissão Europeia, Ramiro Cibrian Uzal, afirmou que “uma das condições para restabelecer a ajuda é o fim da violência contra Israel. Se essa condição não for satisfeita não é possível ter relações políticas normais com a Autoridade Palestiniana”. O primeiro-ministro israelita reuniu-se durante a manhã com as chefias militares e os ministros da Defesa, do Interior e dos Negócios Estrangeiros, mas recusou-se a revelar as medidas de retaliação que foram decididas. O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, que se apressou ontem a condenar o atentado, recebeu hoje o senador norte-americano Danny Abrahams.Saeb Erekat prota-voz do gabinete presidencial disse: “aquilo que pedimos à comunidade internacional é que comece os preparativos para uma conferência que reponha o Roteiro da Paz e retome as negociações para acabar com o fim da ocupação israelita”. O Hamas, por seu lado, defende também o fim da ocupação afirmando que é ela que dá legitimidade aos atentados em território israelita. A atitude do grupo radical que governa de apoio aos actos terroristas recebe críticas do mundo inteiro e isola cada vez mais o governo da Autoridade Palestiniana.