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Autoridades egípcias detêm oito suspeitos de ligação aos atentados em Dahab

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Autoridades egípcias detêm oito suspeitos de ligação aos atentados em Dahab

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As autoridades egípcias detiveram oito pessoas suspeitas de ligação aos atentados que fizeram dezoito mortos, esta segunda-feira em Dahab.Segundo o último balanço oficial, 83 pessoas ficaram feridas.

Os atentados não foram reivindicados mas Israel estava a par de um iminente ataque na zona do Sinai, palco de dois atentados nos últimos dezoito meses. Não é a primeira vez que uma estância turística na costa do Mar Vermelho é alvo de ataques. Em Outubro de 1994, um atentado em Taba fez 34 mortos e, em Julho de 2005, um ataque bombista matou 63 pessoas em Charm-el-Cheikn. As autoridades avançam com a hipótese de existir uma ligação entre o atentado de Dahab e os anteriores. Nos três casos, três bombas explodiram em simultâneo, ao fim do dia. Nos ataques anteriores, os autores usaram carros ou malas armadilhadas. Uma fonte dos serviços de segurança sugere um ataque kamikaze. Há um corpo por identificar mas as autoridades afirmam que não há dados seguros que confirmem a implicação de um homem-bomba. Em Dahab, os habitantes organizaram uma manifestação contra os ataques levados a cabo na véspera da comemoração da recuperação, a 25 de Abril de 1982, da península do Sinai pelo Egipto. As vítimas do triplo atentado em Dahab são, na maioria, egípcios mas há também muitos israelitas, europeus, americanos, australianos e chineses. Segundo as autoridades do país, 20 mil israelitas encontravam-se no Sinai apesar das várias advertências que apontavam para a possiblidade de um atentado. O centro antiterrorista de Israel aconselhou a população a não ir para a região nesta altura. Apesar da tragédia, a generalidade dos turistas optou por permanecer na estância balnear da península do Sinai. Mas muitos estão paralisados pelo medo.Um turista australiano afirmou: “É horrível. Neste momento não sabemos o que fazer”. Um cidadão escocês tem o mesmo sentimento: “Pareceu-nos tudo irreal. Na noite passada porque havia imenso sangue. Estamos a tentar reagir da melhor forma possível mas não sei o que fazer. Não sei se devo ficar ou partir.” A comunidade internacional em peso condenou estas acções mortíferas. O governo israelita diz-se pronto a colaborar com as autoridades egípcias na luta contra o terrorismo.