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França prepara-se para endurecer condições de permanência de imigrantes

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França prepara-se para endurecer condições de permanência de imigrantes

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O parlamento francês vai começar a discutir esta semana uma proposta de lei que impõe o endurecimento de condições aos futuros imigrantes. Igreja e grupos de esquerda já criticaram a proposta. O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, foi esta semana à televisão defender as principais linhas da nova lei.

“Quando alguém pede para vir para França é algo que nos enriquece. E eu digo aos franceses: a diversidade não é um risco, é uma sorte. Mas quando nós recebemos alguém, o mínimo que podemos esperar daqueles que acolhemos, e estamos muito contentes com isso, é que amem a França. Que a respeitem. Não podem não amar a França, não podem não compreender as nossas leis. Nesse caso não são obrigados a ficar em França”, declarou Sarcozy. O Monsenhor Jean Pierre Ricard, alto responsável eclesiástico deixou no ar uma questão: “Como é que encontramos um equilíbrio entre mão firme e ao mesmo tempo humanitária?” Mais de cinco mil manifestantes saíram este sábado às ruas de Paris para contestar o projecto-lei que classificam de xenófobo e discriminatório. Clémentine Autain, adjunta do Presidente da Câmara de Paris: “Eu digo que se ele não ama a França, e parece que ele não a ama, só tem que se ir embora”. “Gostava de saber qual era a lei que existia em França quando o senhor Sarkozy nasceu, visto que ele é filho de um imigrante como eu”, questiona um cidadão. Sob o lema “Unidos contra uma imigração descartável”, os contestatários responderam ao apelo que reuniu cerca de 500 associações, sindicatos e partidos de esquerda.