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Alemanha introduz reformas nos impostos e na política de família

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Alemanha introduz reformas nos impostos e na política de família

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Os partidos que formam a coligação de governo na alemanha chegaram a acordo sobre dois pacotes importantes de políticas. Um tem a ver com o aumento da carga fiscal para o escalão máximo; o outro com a introdução de pensões para os pais que deixarem de trabalhar depois do nascimento dos filhos.

O SPD e a CDU-CSU alcançaram um acordo numa reunião que se prolongou pela noite dentro.

Segundo as novas medidas, se um elemento de um casal tirar uma licença ou deixar de trabalhar, depois do nascimento de um filho, passa a receber uma pensão referente a 67% do salário durante 12 meses ou durante 14, se o outro elemento tirar pelo menos dois meses de licença.

A nova política de família destina-se a encorajar os alemães a ter mais filhos. O país tem uma das taxas de natalidade mais baixas da Europa e os valores não páram de caír.

As pensões a pagar têm um limite máximo de 1800 euros por mês e devem custar aos cofres do Estado 4 mil milhões de euros anuais. A ideia partiu da ministra da Família, Ursula Von der Leyen, ela própria mãe de sete filhos.

Já a reforma fiscal incide sobre os salários superiores a 250.000 euros por ano. Este escalão, o mais elevado, passa a pagar 45% de imposto sobre o rendimento, em vez dos actuais 42. Mas há algumas excepções, como explica Hubertus Heil, secretário-geral do SPD: “Não queremos que as pequenas e médias empresas sejam afectadas por esta medida. As actividades comerciais não são abrangidas, como já tínhamos frisado no contrato de coligação”.